O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu esta manhã,(13) a mesma posição da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, sobre a necessidade do aumento da criação de gado no Pantanal como uma das maneiras de evitar incêndios de grandes proporções, o que chama de “boi bombeiro”.

Na semana passada, a ministra Tereza Cristina foi criticada por defender que o gado come a matéria orgânica seca que fica acumulada no bioma

Segundo ele, ao se alimentarem, os animais ajudam a reduzir o estoque de matéria orgânica disponível no solo, eliminando parte do material capaz de alimentar eventuais focos de incêndio durante a época da seca.

“Nós concordamos. Ouvimos de várias fontes diferentes sobre a necessidade de haver um reconhecimento do papel da criação de gado no Pantanal, uma vez que o gado também contribuí para diminuir o excesso de matéria orgânica”, disse Salles em audiência pública na comissão provisória do Senado que analisa as queimadas no Pantanal.

Salles criticou a proibição do uso do fogo controlado, o chamado “fogo frio”, para ‘limpar’ as propriedades agrícolas e, assim, tentar evitar que os incêndios se propaguem.

O ministro também defendeu o uso de produtos químicos, os chamados retardantes de chamas, no combate ao fogo. No Mato Grosso, bombeiros estão usando um dentre os vários tipos de retardantes existentes para tentar apagar as chamas, inclusive nas proximidades do Parque Estadual Encontro das Águas, conhecida pela concentração de onças-pintadas. O temor de ambientalistas é que as substâncias provoquem danos à flora, afetando os animais que vivem na região.

Ainda segundo o ministro, o emprego de retardantes de chamas “aumenta em cinco vezes a capacidade de resposta das aeronaves” usadas para lançar água sobre focos de calor. “Já o havíamos testado em outras oportunidades e o utilizamos agora, na Chapada dos Veadeiros, e foi um sucesso. Esta é uma questão que precisa ser encarada de frente. Esta visão de que o emprego de tecnologia não é salutar é equivocada.”

Ao falar sobre medidas práticas para evitar que a situação deste ano se repita – especialistas apontam que o Pantanal atravessará de quatro a cinco anos de seca semelhante a atual -,O ministro confirmou que o governo federal e os governos de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso estudam construir uma base de monitoramento permanente em área pantaneira, na divisa entre os dois estados.

“Esta parece-nos uma boa ideia; algo a ser organizado entre os governos estadual e federal”, comentou Salles, pouco antes de mencionar que apenas 6% de toda a área do Pantanal estão sob a responsabilidade federal. “Estamos falando de áreas que compreendem florestas destinadas, unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos. Por isso é importante termos os estados envolvidos nisto. ”

Com informações, Gazeta Brasil

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