Durante uma entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, comentou os reajustes de combustíveis realizados pela estatal.

Estando à frente da empresa há nove meses, Silva e Luna foi indicado por Bolsonaro que estava incomodado com os reajustes de combustíveis na gestão anterior.

Na análise do general, o problema sobre os reajustes, é a tese de que os preços dos combustíveis possam ser administrados pelo governo.

“O que regula o preço é o mercado”, afirmou.

“Ainda há pessoas que consideram, por desinformação ou outro motivo, que a Petrobras deva ser responsável pela redução de preço. Ela não tem condições de fazer isso”, completou.

Além disso, ele apontou também um desconhecimento geral em relação à Petrobras, que, frisou, “não pode fazer política pública”.

“O que surpreendeu foi perceber que a sociedade, até no nível governamental, dos Poderes, não entendia que a Petrobras não poderia fazer políticas públicas. Recebi perguntas de jornalistas se eu não tinha pena de aumentar o preço do gás quando sabia que o pobre estava queimando madeira. Respondi: “Claro que sim, aquilo que afeta a sociedade afeta a todos nós. Só que esse dinheiro é público, a empresa tem de prestar contas ao investidor.

Estamos fazendo um esforço grande para não repassar a volatilidade que se dá conjunturalmente. Quando se estrutura um novo valor, aí é que a Petrobras faz a sua mudança. A partir de agosto/setembro, chegamos a ficar 95 dias sem aumentar o preço do GNL, 85 sem aumentar o preço do diesel, 54 sem aumentar o preço da gasolina.

Embora no período tivesse aumento quase semanal nas bombas. Fizemos um levantamento de 11 aumentos de gasolina ao longo do ano. Na bomba, foram 34! Mudanças de preço que, embora parecessem da Petrobras, nada tinham a ver com a empresa”, declarou na entrevista.

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