O substítuto de Letícia Catelani fez carreira no PT. Apex e Secom pedem socorro.

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Sob influência do ex-ministro General Santos Cruz, almirante Sérgio Ricardo Segovia, ao assumir APEX, demitiu Letícia Catelani.

Quem não lembra da tumultuada demissão de Letícia Catelani (ou Leticia Catel) da Apex? Ela que participou ativamente (e financeiramente) da campanha presidencial de Jair Bolsonaro e aluna de Olavo de Carvalho, foi sumariamente despedida dos quadros da Apex após cortar contratos de empresas ligadas à Lava-Jato.

Letícia, ao ser demitida teve a sua sala arrombada pelo General Santos Cruz e seus pertences foram revistados e encaixotados em sua ausência, sem qualquer respeito pelos seus serviços prestados na pré-campanha, durante a campanha e pós-campanha e muito menos teve seus esforços reconhecidos ao fechar a torneira da corrupção na Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos.

Na verdade, Catelani, indicada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, despertou a ira em muitos simpatizantes à corrupção. Segundo Letícia, ‘está pagando o preço por combater a corrupção no governo Bolsonaro’; “Sofri pressão de dentro do governo pela manutenção de contratos espúrios”, afirma a empresária. Os militares foram responsáveis pela sua demissão da pasta.

“Combati incansavelmente a corrupção e fechei as torneiras que a alimentavam. Estou pagando o preço. Sofri pressão de dentro do governo pela manutenção de contratos espúrios, além de ameaças e difamações. Não me intimidei! Gratidão pelo apoio e o movimento”.

Se a caça aos olavistas do governo já é algo incomodo de ouvir, imaginem o quão incomodo descobrir que o substituto de Catelani, o diplomata de carreira Augusto Souto Pestana, no primeiro mandato de Dilma Rousseff, foi chefe de gabinete da então ministra-chefe da Secretária de Comunicação, Helena Chagas, pela influência de Gleisi Hoffmann, que, na ocasião, era ministra da Casa Civil?

Pois bem, confira a imagem:

Por que o Governo colocaria alguém com claras ligações com o PT para dirigir uma pasta como a Apex? Questionável.

Mas não é somente isso que assombra certas decisões sobre quem comandará a pasta. Vamos voltar ao Governo Lula:

– O Chanceler de Lula, Celso Amorim, decidiu os dois últimos presidentes da Apex:

 . Mario Vilalva: Ex-assessor de gabinete de Amorim. Foi demitido da Apex em abril (09.04.19) após polêmicas com agência de publicidade investigada na Lava-Jato e por contrato com Sindicato do Audiovisual de São Paulo.

 .  Sérgio Segovia: Contra-almirante promovido por Amorim quando era Ministro da Defesa. Acabou de lançar um edital para as contratações das empresas que Letícia Catelani cortou verbas.

Agora vamos falar sobre o atual diretor de Negócios da Apex.

Augusto Pestana foi chefe de gabinete de Helena Chagas e é o atual diretor de Negócios da Apex.

 . Helena Chagas foi convidada, na época, para ocupar o lugar de Franklin Martins como titular da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A jornalista foi responsável pela quebra de sigilo ilegal de Francenildo.

Francenildo revelou ao Estado em 2006 que Palocci frequentava uma residência onde representantes da chamada ‘República de Ribeirão Preto’ se reuniam para organizar reuniões, festas e partilhar dinheiro entre correligionários. “Vi pacotes de notas de R$ 100 e R$ 50”, disse. Após as declarações, o sigilo bancário do caseiro foi quebrado mostrando um saldo de R$ 38 mil em sua conta, o que gerou rumores na época sobre os motivos pelos quais Francenildo teria feito a acusação. Nada foi achado na conta de Francenildo além de um depósito feito por seu pai biológico.

A jornada profissional de Helena se resume em: após ser demitida do Grupo Globo por promover uma verdadeira perseguição a Francenildo, foi contratada como diretora de jornalismo da EBC, subordinada a Franklin Martins. Deixou o cargo para ser assessora de imprensa da candidata Dilma Rousseff, migrando para a assessoria da equipe de transição. Chegou a um cargo com status ministerial.

Isso soa conspiratório para você?

Vamos deixar isso mais didático:

 . Francenildo – O caseiro que testemunhou contra Antonio Palocci na CPI dos Bingos e alega ter visto Palocci com lobistas e prostitutas na “República de Ribeirão”, residência no Largo Sul de Brasília.

 . Antônio Palocci – Era o Ministro da Fazendo de Lula e Ministro-Chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff, quebrou ilegalmente o sigilo bancário de Francenildo para tentar incriminá-lo.

 . Helena Chagas – Jornalista do Grupo Globo que promoveu a perseguição a Francenildo para defender Palocci e como resultado, foi promovida a chefe da EBC e, posteriormente, ministra-chefe da Secom de Dilma.

 . Augusto Pestana – Chefe de Gabinete de Helena Chagas e atual diretor de Negócios da Apex.

Assustado? Confuso? Acomode-se. Nada é tão ruim que não possa piorar.

Bolsonaro ganhou as eleições e iniciou a árdua tarefa de montar equipes específicas, técnicas e incorruptíveis para cada ministério e pasta.

Mas nem todo mundo é sincero e há pessoas que são verdadeiros kinder-Ovo (sempre uma surpresa desagradável). General Carlos Alberto dos Santos Cruz é um excelente exemplo de Kinder-Ovo.

O ex-ministro da Secretária de Governo do Planalto (demitido em 13.06.19), comandava também a pasta da Secom – Secretária Especial de Comunicação Social -. A Secom é subordinada a Secretária de Governo do Planalto. Santos Cruz nomeou Alexandre Henrique Graziani Júnior para presidente da EBC e TV Brasil.

Explico as hierarquias:

A Secretária de Governo do Planalto determina o que acontece na Secom que, por sua vez, determina o editorial da EBC – Empresa Brasileira de Comunicação -, que manda material para a Tv Brasil.

Explicada a lógica hierárquica, voltemos aos cargos:

 . Ex-ministro Santos Cruz – Nomeado por Bolsonaro, conspirou em parceria almirante Sérgio Ricardo Segovia, para a demissão de Letícia Catelani ao saber do corte de verbas para empresas envolvidas com corrupção.

 . Alexandre Henrique Graziani Júnior – Nomeado por Santos Cruz para presidir a EBC e a TV Brasil, trabalhou por 34 anos como gerente de operações e planejamento da Rede Globo.

 . Otávio Rêgo Barros – Indicação do General Villas Boas, criou o “Café da Manhã com Jornalistas” que vazou, através da TV Brasil a polêmica frase do presidente Bolsonaro: “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão”.

Que tal uma imagem para ficar mais clara as conexões?

Bom prezado leitor, chegamos ao fim do emaranhado: PT – Globo – Corrupção – empresas cortadas – Letícia demitida – conversas vazadas.

Creio que está mais do que explícito (e comprovado) porque o setor de ‘comunicação’ do governo é tão ruim. Ele é chefiado por um ex-global, empresa televisiva responsável, em consonância com a Folha de São Paulo, por caluniar e difamar o presidente em todas as suas decisões e sempre cabe a nós, eleitores, irmos às redes sociais e esclarecermos as ações do governo em respostas as fake News promovidas pela Rede Globo.

Nós fazemos o trabalho que Alexandre Henrique Graziani e Otávio Rêgo são pagos para tal.

Manter uma comunicação direta e transparente com a população é extremamente importante para a estabilidade do governo. Ações como transmitir em horário nobre, nos principais canais abertos, uma vez por semana, o pronunciamento que Jair faz nas redes sociais, ajudaria de forma diametral, combate a fake News e permitiria que, aqueles que não possuem internet, entender as ações positivas que o Governo vem efetivando nos primeiros 08 meses.

De que adianta uma equipe bem paga se eles trabalham contra o governo?

De que adianta cortar gastos se a Apex está firmando contratos com empresas envolvidas na Lava-Jato?

Cabe a nós, eleitores, preocupados com o futuro da nação, cobrar uma posição dos responsáveis pelas contratações espúrias e irresponsáveis.