O Ministério da Economia atualizou nesta sexta-feira, 20, a previsão para o tamanho do rombo nas contas públicas neste ano, marcado pelo aumento expressivo dos gastos para o enfrentamento da pandemia de covid-19.

A projeção de déficit primário do governo central ficou R$ 16,4 bilhões menor, caindo para R$ 844,6 bilhões em 2020, de acordo com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º Bimestre. No documento anterior, de setembro, a estimativa era de um saldo negativo de R$ 861 bilhões.

Quando as despesas do governo superam as receitas com impostos e contribuições, observa-se um déficit. Se ocorre o contrário, há superávit. A conta do déficit primário não considera os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública.

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou que a projeção de déficit de R$ 844,6 bilhões em 2020 é equivalente a 11,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

“É um déficit primário elevado, mas justificado. O mundo todo está piorando a sua performance fiscal em 2020, tanto em termos de endividamento como em termos de déficits nominal e primário. É um comportamento global e o Brasil não é exceção à regra”, disse a jornalistas.

Waldery alegou que o governo tem tido cuidados adicionais devido à fragilidade fiscal que o Brasil já tinha antes mesmo da pandemia e repetiu o compromisso de reduzir o déficit primário para cerca de 3% do PIB no ano que vem. “O nosso trabalho é para que em 2021 a gente respeite o teto de gastos (regra que impede que as despesas cresçam em ritmo superior à inflação) e domine a despesa, trazendo o gasto para o patamar de 2019 enquanto as receitas se recuperam na margem”, completou.

VEJA TAMBÉM: APOSTAS EM LOTÉRICA PODERÃO SER PAGAS USANDO PIX

Para mais informações acesse nosso Canal do Telegram CLICANDO AQUI

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui