Glenn Greenwald defendeu neonazista

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Fundador do Intercept, Gleen Greenwald, advogou pró-bono (de graça) para líder neonazista por 5 anos.

As informações são da Agência Caneta – Caneta Desesquerdizadora.

Segundo a reportagem, o responsável por divulgar as conversas de WhatsApp obtidas de forma ilegal da equipe da Lava Jato em conjunto com o então juiz Sérgio Moro, Glenn Greenwald, defendeu, de forma gratuita líder neonazista Mattew “Matt” Hale.

Hale ingressou em uma organização neonazista, nos EUA, em 1992, vindo a se tornar o “pontífice máximo” em 1996, após o fundador da organização cometer suicídio. O grupo defendia o início de uma “guerra santa racial” para que houvesse “mundo branco” sem judeus, asiáticos e negros.

Em 1999 Hale entrou com pedido para que pudesse advogar no estado de Illinois, onde foi recusado por falta de “caráter moral”, como esclarece a reportagem.

Em 02.Jul.1999, dois dias após a recusa, Benjamin Smith, membro da organização neonazista, iniciou uma série de atentados que durou 3 dias, onde foi perseguido pela policia e se matou.

Durante os atentados terroristas, Smith atirou e feriu nove judeus ortodoxos que saíam de uma sinagoga em Chicago. Matou um negro em Illinois – na frente de dois filho dele – e um estudante universitário coreano que estava a caminho de uma igreja metodista em Indiana. Outras nove pessoas foram feriadas no dia 04 de julho, data que teve fim a jornada de terror imposta por Smith.

De acordo com uma das testemunhas sobrevivente, um pastor que fora atingido com 3 tiros, afirmou que Hale encorajou os atos de violência genocida em nome da “guerra santa racial” proposta e defendida por Hale. Três sobreviventes entraram com ações judiciais contra Hale e na ocasião, Glenn Greenwald, advogado do líder neonazista, afirmou: “Eu acho que essas pessoas por trás dessas ações judiciais são tão odiosas e repugnantes que isso me motiva”, elucida a Agência Caneta.

A reportagem ainda traz à tona que em 2000, ano seguinte aos ataques, Glenn voltou a defender a existência do grupo neonazista. Segundo ele, os grupos de direitos civis “afirmaram que têm como objetivo… falir esses grupos de ódio ao forçá-los a gastar recursos com ações judiciais para que não tenham dinheiro para qualquer outra coisa, o que eu acredito…. que é um abuso do sistema legal”.

A organização neonazista chegou ao fim em 2003 quando Matt Hale foi preso por planejar o assassinato da juíza Joan Lefkow por ter condenado o grupo a se abdicar do nome “Igreja do Criador” utilizado por eles para denominar o grupo pois a marca havia sido registrada anteriormente por um grupo religioso em Oregon.

Enquanto Matt aguardava a sentença, em fevereiro de 2005 um homem entrou na casa da juíza Joan Lefkow e matou sua mãe e seu marido. O assassino não tem relação com Matt Hale, porém os assassinatos foram comemorados pelos seguidores do grupo neonazista.

Gleen, companheiro de David Miranda – suplente de Jean Wyllys e atual deputado federal pelo PSOL que por sua vez, segundo informações do “O Globo”, é acusado no Reino Unido de envolvimento com espionagem e terrorismo, quando foi detido durante uma escala no aeroporto de Londres, em agosto, tentando transportar documentos do ex-agente de inteligência norte-americano Edward Snowden, segundo a polícia e documentos de inteligência, alega que o líder e responsável pela tentativa de 09 homicídios e um homicídio concretizado, motivado pelo ódio e racismo, foi “preso erroneamente” e alega que fez a defesa pro bono pois estava “interessado em defender os princípios políticos em que acreditava”, se referindo à Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos (liberdade de expressão e religião)”.

Com informações da Agência Caneta – Caneta desesquerdizadora