Gleisi pede a prisão de Moro e a OAB na Operação Spoofing

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Revista Veja Matéria: Senadora Gleisi Hoffmann é absolvida pelo STF em caso de propina de Campanha. Personagem: Gleisi Hoffmann, senadora Foto: Cristiano Mariz Data: 20/06/2017 Local: Senado Federal - Brasília - DF

PT pede à PGR prisão de Moro e Felipe Santa Cruz, presidente da OAB chama Moro de “chefe de quadrilha”

O PT apresentou uma comunicação de crime contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro, nesta sexta-feira (26.07). No documento, enviado a Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quadrilha (ops… o partido) alega que Moro cometeu crime ao acessar inquérito que corre sob sigilo no Polícia Federal.

Gleisi, Humberto Costa e Paulo Pimenta pedem a prisão de Sérgio Moro e seu afastamento do cargo.

O ofício, assinado pela presidente do PT Gleisi Hoffmann – a amante/coxa da lista da Odebrecht – justifica que Moro teve acesso aos dados sigilosos da operação.

O ofício afirma que “Por estar à frente do Ministério da Justiça e não mais na cadeira de juiz, Sérgio Moro não possui qualquer ingerência sobre investigações da Polícia Federal, muito menos sobre os inquéritos presididos pelos Delegados da Polícia Federal. Moro agiu em flagrante abuso de autoridade”.

Paulo Pimenta e Humberto Costa, ambos corruptos conhecidos e alvos da lava jato, argumentam que o ministro ultrapassou os limites do cargo que ocupa. Segundo os corruptos – quer dizer parlamentares – Moro não poderia acessar os dados apreendidos com os hackers presos.

OAB INTERFERINDO NA OPERAÇÃO

O presidente da OAB Felipe Santa Cruz, conhecido por seu escritório ter recebido mais de R$ 1 milhão de um órgão estatal sem licitação de 2014 a 2018, vem atacando a Lava Jato desde que assumiu a presidência da OAB e agora ataca o ministro da Justiça Sérgio Moro.

Após afirmar que Moro “usa o cargo, aniquila a independência da Polícia Federal e ainda banca o chefe da quadrilha ao dizer que sabe das conversas de autoridades que não são investigadas”, pediu à Justiça para que a OAB participe, como assistente, das investigações da Operação Spoofing, sob a justificativa de manter a integridade das mensagens captadas pelos hackers, como provas da invasão.

No dia 09.07, quarenta advogados se reuniram com Glenn Greenwald, logo após a aparição do ‘pavão misterioso’ e entre esses advogados, estavam representantes da OAB.

Os ataques a Lava Jato, ao Sergio Moro e a rápida defesa de Glenn prova que a alta cúpula da OAB está envolvida nos vazamentos.

De acordo com O ANTAGONISTA, o pedido tem por objetivo “postular a adoção de todas as medidas necessárias para a proteção da cadeia de custódia das informações e para garantia de amplo acesso dos advogados aos elementos e prova”.

O ENVOLVIMENTO DA MANUELA D’ÁVILA

Em nota divulgada à imprensa, a ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) confirmou que passou o contato do pseudo-jornalista, militante e receptador de produto de crime, Glenn Greenwald para o hacker, após este enviar a ela áudios de autoridades e demonstrando certo interesse em divulgar o material. Manuela prevaricou ao ouvir os áudios roubados e passar o contato de Glenn ao invés de comunicar as autoridades competentes.

NOTA À IMPRENSA

Tomando ciência, pela imprensa, de alusões feitas ao meu nome na investigação de fatos divulgados pelo “The Intercept Brasil”, e por me encontrar no exterior em atividades programadas desde o início do corrente ano, esclareço que:

1. No dia 12 de maio, fui comunicada pelo aplicativo Telegram de que, naquele mesmo dia, meu dispositivo havia sido invadido no Estado da Virginia, Estados Unidos. Minutos depois, pelo mesmo aplicativo, recebi mensagem de pessoa que, inicialmente, se identificou como alguém inserido na minha lista de contatos para, a seguir, afirmar que não era quem eu supunha que fosse, mas que era alguém que tinha obtido provas de graves atos ilícitos praticados por autoridades brasileiras. Sem se identificar, mas dizendo morar no exterior, afirmou que queria divulgar o material por ele coletado para o bem do país, sem falar ou insinuar que pretendia receber pagamento ou vantagem de qualquer natureza.

2. Pela invasão do meu celular e pelas mensagens enviadas, imaginei que se tratasse de alguma armadilha montada por meus adversários políticos. Por isso, apesar de ser jornalista e por estar apta a produzir matérias com sigilo de fonte, repassei ao invasor do meu celular o contato do reconhecido e renomado jornalista investigativo Glenn Greenwald.

3. Desconheço, portanto, a identidade de quem invadiu meu celular, e desde já, me coloco a inteira disposição para auxiliar no esclarecimento dos fatos em apuração. Estou, por isso, orientando os meus advogados a procederem a imediata entrega das cópias das mensagens que recebi pelo aplicativo Telegram à Polícia Federal, bem como a formalmente informarem, a quem de direito, que estou à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o ocorrido e para apresentar meu aparelho celular à exame pericial.