Na quinta-feira (3), o presidente dos EUA, Joe Biden, emitiu uma nova ordem executiva em que proíbe americanos de investir em empresas chinesas que são ligadas ao “complexo industrial militar” de Pequim. De acordo com a Casa Branca, essas indústrias produzem tecnologia de vigilância que é usada para reprimir opositores ou minorias religiosas, como ocorre com os dissidentes em Hong Kong e os uigures no Noroeste da China.

A ordem executiva amplia uma restrição que foi imposta pelo ex-presidente Donald Trump, de 31 para 59 empresas. Esta, intensifica uma batalha comercial e ideológica entre Pequim e Washington, chamada por Biden de luta entre “a autocracia e a democracia”.

A ordem vêm em um momento em que a China está aumentando sua capacidade de espionar seus quase 1,4 bilhões de habitantes, em que utilizam uma mistura de câmeras de reconhecimento facial e software, scanners de telefone e diversas outras ferramentas. A tecnologia está sendo exportada para vários países, e muitas vezes é vendida como parte de um pacote de equipamento de comunicação.

Os assessores de Biden afirmaram que a medida foi justificada por um novo compromisso americano de não facilitar a repressão chinesa e os abusos contra os direitos humanos.

Já a China, costuma condenar esses tipos de movimentos como sendo interferência em assuntos internos, e inclusive já tentou retaliar iniciativas semelhantes com vetos a empresas norte-americanas. Os chineses afirmam que os EUA e outros países usam estas mesmas tecnologias e técnicas para encontrar terroristas e traficantes.

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