O empresário Edson Torres afirmou, em depoimento nesta quarta-feira (13), que pagou para Wilson Witzel R$ 980 mil antes do início da campanha das eleições de 2018, valor que segundo ele, seria para garantir a subsistência de Witzel caso não conseguisse se eleger.

O acerto teria sido feito durante uma reunião entre Torres e o pastor Everaldo, presidente do PSC, quando Witzel ainda era juiz. Conforme o empresário, o dinheiro saiu de um fundo criado com este propósito e que teve a participação do também empresário Vitor Hugo Barroso, que segundo Torres, operava a caixinha de propinas que passou a existir após a eleição de Witzel.

Em nota, Witzel disse que “jamais recebeu qualquer valor indevido de quem quer que seja, antes ou depois de eleito”.

“Durante esse período, antes da desincompatibilização dele como juiz federal, nós fizemos um caixa de subsistência, para o caso de ele não ganhar a eleição, de um valor de aproximadamente R$ 1 milhão, que chegou a R$ 980 mil, que foram pagos antes de desincompatibilização. Foram pagos em algumas parcelas”, afirmou Torres.

Ao ser questionado sobre o motivo de ter contribuído com recursos para Witzel ainda antes da campanha eleitoral, Torres afirmou que havia um entendimento para que suas empresas voltassem a ter contratos com o estado, que vinham sendo cancelados ao longo do governo anterior.

“Eu, como empresário, assumi a responsabilidade de fazer a arrecadação e da minha parte também contribuir, porque eu teria contratos. Porque eu tive muitos contratos com o estado e tive meus contratos cassados. Foi o combinado”, disse.

Mas Torres diz que a promessa não teria se concretizado, e ele teria conseguido ganhar contratos “licitamente” na Cedae e no Detran. — “Eu não ganhei nenhum contrato ilícito nessa gestão” — garantiu o empresário.

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