“É pra atingir o pai”, diz advogado de Flávio Bolsonaro

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O advogado Frederick Wassef garante que Flávio é visto, no Rio de Janeiro como “bobão, infantil e Caxias”. Wassef afirma que as suspeitas de “rachadinha” e de transações imobiliárias irregulares contra o senador tem o único objetivo de destruir a imagem de Jair Bolsonaro. “Meu cliente está vivendo hoje um processo moderno de Santa Inquisição”, finalizou o advogado.

Frederick Wassef, o advogado que aconselha a família Bolsonaro há anos, esta no comando do processo do senador Flávio Bolsonaro. Flávio é investigado, com mais 26 deputados estaduais do Rio de Janeiro, pela suspeita de reembolso de parte dos salários dos servidores de seu gabinete. Conhecido por atitudes intrépidas, entrou com um habeas corpus que na qual consta uma série de irregularidades que comprovam o engendramento de um grupo para derrubar o pai do senador e atual presidente Jair Bolsonaro.

Se não bastasse o *encontro antiético* entre José Eduardo Ciotola Gussem – promotor do ministério público do RJ – com o jornalista da Rede Globo Octávio Guedes, o jornal Folha de SP (jornal conhecido por favor forte oposição ao presidente) apontou alguns erros crassos cometido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro no processo do Flavio Bolsonaro:

Pessoas não nomeadas por Flávio Bolsonaro: 

Há três casos de pessoas sem vínculo político com Flávio Bolsonaro que foram alvo de quebra de sigilo. Elas estavam nomeadas no gabinete da liderança do PSL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro quando o senador assumiu o cargo e, em seguida, as demitiu.

Remuneração de Queiroz: 

Ao comparar gastos com vencimentos de Fabrício Queiroz, o Ministério Público considera apenas salário da Assembleia e ignora remuneração que ele recebe da Polícia Militar

Saques:

Há erro na indicação do volume de saques feitos por Queiroz em dois dos três períodos apontados

Laranja potencial: 

Promotoria atribui ao gabinete de Flávio servidora da TV Alerj que acumulava cargo com outro emprego externo.

Em relação aos erros cometidos durante a investigação, sem qualquer autorização ou conhecimento da justiça, um funcionário da promotoria solicitou, via e-mail ao COAF informações detalhadas sobre o senador, na época deputado estadual. O COAF, por sua vez, pediu ao banco Itaú, no qual o Flávio tem conta, que passasse todas as informações sobre as movimentações da conta. Cheques, depósitos, transferências, horário das transações, etc. Portanto, houve quebra de sigilo bancário, sem autorização prévia. Como se não bastasse a quebra de sigilo sem uma autorização judicial, todas as informações foram vazadas em tempo real para a mídia. Caracterizando assim, uma rede sem escrúpulos para destruir o senador bem como a sua família.

O advogado esclarece que não existe e nunca existiu a chamada “rachadinha” no gabinete do Flavio, quando este era deputado estadual. Ressalta-se que a família Bolsonaro recebeu diversas propostas milionárias de diversos empresários, sendo este dinheiro lícito e eles nunca aceitaram. Flávio, além de parlamentar, é empresário. O pouco dinheiro das ‘rachadinhas’ não fariam qualquer diferença para Flavio. Esclarece-se que, no gabinete havia cerca de 20 funcionários e, portando, vagas em aberto. Se ele tivesse interesse em entrar para a máfia da rachadinha, teria preenchido todas as vagas.

Frederick Wassef relembra que Flávio foi acusado, inclusive, de ter relação com a morte da vereadora Marielle Franco.

* Com informações da Revista Veja