Os crimes do hacker, amigo de Manuela D’Avilla

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Estupro, estelionato, ameaça e furto, Walter Delgatti acumula seis processos na Justiça.


Por Camila Abdo

Conhecido pelo apelido “vermelho”, Walter Delgatti, 30 anos, é um dos presos na Operação Spoofing, foi criado pela avó, junto com o seu irmão 2 anos mais novo, após a mãe abandoná-los para se casar com outro homem, ainda muito pequenos.

Hoje famoso em todo o Brasil por cometer crime cibernético, já era uma figura conhecida nas delegacias de Polícia Civil de Araraquara por sua extensa ficha criminal como informa a Veja. O meliante soma seis processos na Justiça por crimes de estelionato, furto qualificado, apropriação indébita e tráfico de drogas, nos quais ele acumula duas condenações e patrimônios.

Carros, casas e contratos de aluguel ficam sob propriedade, ao menos oficial, de outras pessoas, como por exemplo, do próprio irmão Wisllen. Seu padrão de vida, que incluí carros de luxo como BMW Z4, Hyundai Santa Fé e um Land Rover.

A Revista Veja, entre os crimes cometidos por vermelho tal como tráfico de drogas – por falsificar receitas médicas de remédios controlados e revende-los-, falsidade ideológica por se identificar como policia civil, falsificar carteira de estudante, invasão de contas bancárias, falsificação de identidade, entre outros, o que mais chama a atenção é o estupro de uma menor de 17 anos.

Acusação de estupro pela ex-cunhada

Foi acusado de estupro em março de 2015 pela então cunhada, que à época tinha 17 anos e morava com o irmão dele, Wisllen. Ela disse inicialmente que Vermelho mostrou fotos do irmão com outras mulheres e, em meio ao seu nervosismo, ofereceu-lhe um comprimido para se acalmar. A jovem tomou o medicamento e relatou ter ficado fora de si depois disso. Segundo a então adolescente, Walter fez sexo com ela sem preservativo e filmou a cena de violência sexual. Vermelho disse ter feito sexo consensual e admitiu ter filmado para mostrar o vídeo para Wisllen, com o intuito de provar que a jovem “dava em cima dele”. O irmão de Vermelho agrediu a namorada diante da exibição do conteúdo, mostrou o vídeo aos pais dela e ameaçou matá-la com uma tesoura. No mesmo dia que a polícia foi à casa de Delgatti cumprir um mandado de busca no âmbito dessa investigação, a garota foi à delegacia com o pai e disse que a relação sexual foi filmada sem o seu conhecimento — mas que havia mentido “algumas partes” do depoimento e isentou Vermelho do estupro. Ela negou ter sido pressionada, mas estava “preocupada e com pressa em mudar a versão dos fatos”, segundo o registro policial.

Quando a polícia foi à casa de Vermelho cumprir um mandado de busca na investigação sobre o suposto estupro, em abril de 2015, ele não atendeu à porta, que precisou ser arrombada. Acordado pelos policiais, Vermelho disse – sarcasticamente – que estava esperando por eles. A equipe quis saber como ele tinha a informação, ao que Delgatti informou ter recebido o mandado escaneado com dois dias de antecedência. Vermelho afirmou ser uma “pessoa influente”, ter amigos na promotoria, no Fórum e entre policiais, e se gabou por “conhecer bem” uma juíza da cidade. Mostrou aos policiais uma ordem contra seu irmão que havia recebido de “fonte sigilosa”.

Quanto a falsificação de receitas médicas para compra de remédios controlados, cai por terra o argumento da defesa do criminoso que ele é doente mental e dependente de remédios controlados. Durante a revista em sua residência proveniente da denúncia de estupro, os policiais encontraram uma cesta cheia de medicamentos controlados, como Valium e Vromazepam (justo os remédios levados pela defesa para a carceragem), um calhamaço de receita azul – com a finalidade de receitar controlados -, receitas em nome de outras pessoas, carimbos, guilhotina, impressora e scanner. Responde por tráfico de drogas por falsificar receitas para comprar medicamentos em farmácias e revende-los.

Esse é o hacker, amigo da ex-deputada federal pelo PCdoB Manuela D’Ávilla.

*Com informações da Revista Veja