Crédito do BNDES a países comunistas tem R$ 1,9 bilhão atrasado de Cuba, Moçambique e Venezuela.

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O responsável pela quitação da dívida é o Tesouro. Gustavo Montezano, presidente do BNDES, definiu como uma de suas prioridades abrir a caixa-preta do banco.

Nas vésperas do Foro de São Paulo que acontecerá em Caracas (Venezuela) no hotel Venetur Alba Caracas, desapropriado por Hugo Chávez, onde cada convidado custará aos cofres públicos da Venezuela 5 mil dólares – 800 convites foram destinados para diversos partidos e movimentos do Vietnã, Coreia do Norte, Estados Unidos e de países da América Latina, Oriente Médio e da África -, O GLOBO noticia que, entre os países comunistas inadimplentes, Venezuela deve, aos cofres brasileiros US$352 milhões do US$ 1,5 bilhão emprestados pelo governo de Dilma Rousseff (PT) para a realização de obras como a expansão do metrô de Caracas e o estaleiro Astialba.

Se não bastasse o depoimento do ex-ministro Palocci à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que além de apontar Lula como o grande articulador do esquema de corrupção do BNDES, revelou que o presidiário distribuiu para países genocidas onde empresas amigas atuavam, nada menos que R$ 500 bilhões, dados mais recentes mostram que a Venezuela, Cuba e Moçambique estão inadimplentes em US$ 518 milhões (1,95 bilhão) dos US$ 2,35 bilhões (ou R$ 8,85 bilhões) emprestados pelo BNDES para que construtoras brasileiras fizessem obras de infraestrutura naqueles países.

O GLOBO esclarece que os financiamentos estão cobertos pelo seguro de crédito à exportação, o BNDES não sofre prejuízos em caso de não pagamento. A dívida é coberta pela União (leia-se cofres públicos).

Cuba e Venezuela e Moçambique são os únicos países com prestações em atraso até março. A dívida da Venezuela está em US$ 352 milhões dos US$ 1,5 bilhão emprestados. Moçambique, os atrasos somam US$118 milhões, como mostram os dados obtidos pelo O GLOBO no final de março. Em Cuba, atraso era de US$ 48 milhões, ou 7% dos US$ 656 milhões emprestados para obras, a maioria delas ligada à construção do Porto Mariel.

Desde 1998, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o BNDES emprestou a 15 países US$ 10,5 bilhões para viabilizar a exportação de serviços de engenharia por construtoras brasileiras. Nos governos Lula e Dilma (PT), os empréstimos ganharam força por meio de contratos que acabaram impulsionando a internacionalização de companhias como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Todas as empresas que estão envolvidas na Lava-Jato, por participarem em esquema de corrupção.