A visita de Nancy Pelosi a Taiwan nesta semana continua surtindo efeitos. Além das atividades militares que a China vai realizar até domingo, 7, o país impôs sanções contra a presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

“Com esta visita, Pelosi interferiu gravemente nos assuntos internos da China e minou seriamente a soberania e integridade territorial”, o que levará Pequim a “impor sanções a Pelosi e sua família imediata”, anunciou o ministério das Relações Exteriores da China, sem revelar mais detalhes.

Com essa decisão, a deputada passa a fazer parte de uma extensa lista de americanos que sofreram sanções chinesas nos últimos anos por ações, na opinião de Pequim, contrárias aos interesses do país e por declarações sobre os direitos humanos em Hong Kong e na região de Xinjiang (noroeste), algumas vezes sem especificar a natureza das medidas.

As medidas não pararam por aí. A China também anunciou nesta sexta-feira, 5, que está encerrando a cooperação com os EUA em vários campos. O governo chinês “suspenderá as negociações sobre mudanças climáticas com os Estados Unidos” e cancelará uma reunião com líderes militares, bem como duas reuniões sobre segurança, disse o Ministério das Relações Exteriores da China, citando o “desprezo” que Pelosi demonstrou em sua visita a Taiwan.

Os dois maiores poluidores do mundo se comprometeram no ano passado a trabalhar juntos para acelerar a ação climática, prometendo se reunir regularmente para “enfrentar a crise climática”.

A viagem de Pelosi a Taiwan é vista pelos chineses como uma violação da soberania do território chinês, pois considerarem a ilha como parte de seu território que deve ser reunificado, inclusive, com o uso da força, se necessário. Para eles, a presença da deputada é uma provocação.

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*AFP

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