Com a valorização da moeda americana o primeiro impacto sentido é nos custos de produção e na cesta básica. Boa parte dos insumos utilizados na produção é cotada em dólar, elevando assim para o produtor o custo de produção. Combustíveis também sofrem aumentos encarecendo os custos da logística, uma vez que grande parte da produção brasileira é transportada em nossa malha rodoviária. Todos esses aumentos nos custos de produção e transportes são repassados em cadeia até chegar a nós, os consumidores finais. Mas a alta do dólar não afeta apenas este aspecto, a desvalorização do real torna mais atrativo para o produtor vender para o exterior. Isso faz com que as empresas nacionais tenham de pagar mais para manter o produto no país.

Enfim, esse custo também é repassado ao consumidor final. Um grande exemplo é o óleo de soja. Compradores já estão na briga para comprar a produção de 2022.
A entressafra tem um papel importante neste contexto. Alguns produtos como leite, carne de boi e carne de porco estão em um período de menor produção.Do mesmo modo, nesses períodos é esperado que os preços subissem naturalmente por haver menos oferta do produto no mercado. Somado a isso, temos um aumento da demanda devido à pandemia que mudou os hábitos de grande parte da população. Essa mudança de hábito fez com que as famílias consumissem mais produtos presentes na cesta básica do brasileiro.
Assim também, podemos afirmar que o auxílio emergencial influenciou no aumento do consumo.

Conforme o governo, foram 13,1 milhões de pessoas que deixaram a pobreza. Para se ter uma ideia, a renda média de um trabalhador sem escolaridade aumentou cerca de 156%. Considerando todos os trabalhadores, houve um aumento de 24% na renda. O que nos leva a uma simples pergunta: Quando pessoas extremamente pobres passam a ter uma renda, quais serão os itens que eles comprarão primeiro?
Se você respondeu comida, acertou. E irei mais além, eles irão comprar prioritariamente os itens da cesta básica como arroz, feijão, leite, carne, óleo e etc.
O Governo está certo em não intervir tabelando preços como prega à esquerda, isso não funciona. A atitude acertada do governo foi zerar os impostos para importação destes produtos. Isso vai ampliar a oferta estimulando a concorrência, desta maneira os preços cairão naturalmente.

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