O presidente Jair Bolsonaro fez comentários sobre as propostas que ele considera “mais importantes” feitas pelas Forças Armadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação a mudanças no sistema de votos.

De acordo com Bolsonaro, as Forças Armadas solicitaram que a votação de alguns eleitores passe a ser gravada em vídeo a fim de que os resultados sejam comparados no momento da apuração dos resultados. O presidente esclareceu que as urnas seriam escolhidas de forma aleatória, e que os eleitores que se voluntariassem seriam gravados.

“Podemos pegar seiscentas urnas e checar nesse dia. São quase quinhentas mil no Brasil. É uma boa amostragem. E como é que é feito esse teste? As pessoas vão votando e sabendo que estão sendo filmadas. Olha, você vai ser filmado agora. Você quer votar aqui aleatoriamente em quem você quiser, independente da sua vontade, né”, disse durante entrevista à rádio Gaíba, do Rio Grande do Sul.

Ainda de acordo com ele, após as votações, os militares fariam uma checagem.

“No final do dia, com esse filme pronto, você vê quem essa pessoa digitou. Ah, foi tantos votos no Onyx Lorenzoni”, por exemplo. Então vai ter que aparecer tanto pro Onyx, tanto para um deputado federal, tanto para um deputado estadual… Sem problema nenhum. Porque se tiver uma um programa malicioso, você vai plotar”, completou.

Bolsonaro disse que a Corte não respondeu sobre a proposta.

“O TSE até o momento não respondeu isso aí. Por que que não respondeu se está parada em lei? Não tem custo nenhum. É só sortear os locais”, pontuou.

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