AUMENTA A ONDA DE MANIFESTAÇÕES NA ARGENTINA

Foto: La Nación

O dia de ontem esteve novamente marcado por uma manifestação contra o governo atual, em volta do Obelisco e nas praças centrais de diferentes cidades do país. As mobilizações foram organizadas através das redes sociais depois de uma semana onde houve a continuidade das usurpações de terras, os protestos da polícia do estado de Buenos Aires, o decreto que tira o dinheiro da co-participação da cidade de Buenos Aires, a libertação do empresário Kirchnerista Lázaro Báez e a reforma do judiciário.

Promovido pelas hashtags #13STodosALasCalles, #13SPorLaRepublica e #13SporLaLibertad, o encontro chamado de banderazo pelos argentinos, foi o segundo maior do ano em relação a quantidade de participantes, ficando atrás apenas da convocatoria passada (17/8). Teve início às 16H nas principais praças das cidades de nosso país hermano, e nas avenidas Corrientes e 9 de Julio da capital portenha.

Em uma mistura de carreata e passeata, os argentinos manifestaram o seu descontentamento por meio de cartazes, bandeiras, musicas e panelaço. Os principais motivos foram a extensão da quarentena, os últimos decretos emitidos pelo presidente Alberto Fernández de forma inconstitucional, a liberação do Lázaro Báez quem era o testa de ferro dos Kirchner, o aumento da violência provocada pela liberação dos presos,  a reforma do judiciário, o golpe institucional da Câmara dos deputados, as usurpações de terras, a prisão injusta de um jornalista, o desaparecimento de pessoas que infringiram a quarentena, entre outras reclamações.

“Não à reforma! Chega de impunidade”, gritavam um grupo de manifestantes fazendo referência as causas de corrupção da vice-presidente Cristina Fernández de Kirchner, das quais ela sairá impune se a reforma do judiciário for aprovada.

“Fico decepcionada ao ouvir os jovens dizerem que o futuro está lá fora. Estamos construindo um país com muitos problemas econômicos”, acrescentou outra mulher, em diálogo com o canal de televisão TN.

A maioria dos protestos cessaram às 19H, embora na capital porteña duraram até mais tarde. Não tiveram o apoio de qualquer partido político, más contaram com a participação de alguns jornalistas liberais e outros mais conservadores. Algumas personalidades do mundo do entretenimento e das redes sociais támbem estiveram presentes.

O dia mal tinha terminado e os argentinos já haviam divulgado a data da próxima manifestação nas redes sociais. Ao que parece, esta foi apenas uma de muitas que virão. Enquanto o governo continua usando a quarentena como desculpa para emitir decretos e assim governar o país, o povo continua gritando  “eles não irão nos silenciar” ”nós não seremos uma Venezuela”.

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