A queda do general Santos Cruz

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Santos Cruz, envolto a diversas polêmicas como a demissão da Leticia Catelani da Apex, é exonerado do cargo. Santos Cruz, que cuidava desde articulação política, liberação de emendas à gestão do bilionário Programa de Parcerias de Investimentos (o PPI), foi demitido após às disputas travadas pelo próprio general contra integrantes do governo

Sob boatos que o general Santos Cruz foi demitido por não concordar com financiamento de blogs e sites favoráveis ao governo, a real queda do general se deu pela falta de alinhamento ideológico com o governo.

A relação de mais de três décadas se deteriorou vertiginosamente. De acordo com os militares que compõem o governo, a relação piorou quando o general achou que a defesa de Jair Bolsonaro frente as críticas ferrenhas do Olavo de Carvalho, foi o insuficiente.

O real problema que assolava a relação do general com os demais era a área de comunicação do governo, que na qual é subordinada à Secretária de Governo comandada por Santos Cruz. Santos Cruz iniciou uma cruzada (sem trocadilhos) contra os comissionados. Os militares entendiam que a equipe escolhida por Carlos era incompetente por privilegiarem somente as redes sociais e menosprezarem a grande mídia. Bolsonaro, ao analisar as críticas, decidiu demitir Amorim e contratar Fábio Wajngarten, nome reconhecido na área de comunicação e por ter alinhamento ideológico com Olavo de Carvalho. Santos Cruz se opôs a escolha, mesmo sabendo que Wajngarten possui estreitas ligações com a cúpula da RedeTv!, Record e SBT.

Segundo informações da Revista Crusoé, Wajngarten considerava que o general limitava recursos para publicidade estatal. Para a campanha da reforma da Previdência, Wajngarten pediu R$ 80 milhões de reais, porém o general autorizou R$ 40 milhões de reais. O conflito se instalou, levando Wajngarten a denunciar diretamente a Jair Bolsonaro, cópia de mensagens de WhatsApp atribuídas a Santos Cruz, onde o general critica o presidente. Motivo esse que estimulou o presidente a chancelar o pedido de demissão do general.

O escolhido para substituir o General Santos Cruz é o General Eduardo Ramos, um general da ativa, chefe de Comando Militar do Sudeste e amigo do presidente há 46 anos.

* Com informações da Crusoé