A mentalidade Anticapitalista

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A mentalidade anticapitalista de Ludwig Von Mises foi publicada, pela primeira vez em 1956 e como ressaltou o professor Francisco Razzo na sinopse da 4 edição, produzida pela editora LVM, a obra se adequa a atual realidade brasileira.

A obra nos elucida sobre os atuais dilemas econômicos e a mentalidade imposta na América Latina e prova que o capitalismo é o único sistema de cooperação social possível, no qual as pessoas podem alcançar o que almejam atrás do livre mercado. Através de uma análise psicológica, Mises nos explica a mentalidade intervencionista e socialista.

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Em uma brilhante análise, na página 15, destaco: “Há, para resumirmos, dois tipos críticos do capitalismo: os socialistas, comunistas e simpatizantes de qualquer outro regime autoritário e aqueles que, não se enquadrando entre esses, defendem um sistema misto, uma terceira via, que misture capitalismo e socialismo. O primeiro grupo é formado pelos fanáticos da luta de classes e adoradores do Estado-deus e o segundo pelos chamados social-democratas, socialistas Fabianos e keynesianos de várias gradações, que enxergam vantagens na livre iniciativa e na economia de livre mercado, mas desde que sejam controladas pelos técnicos e burocratas do Estado.”

Após a Revolução Industrial, os métodos pré-capitalistas foram substituídos pelo capitalismo laissez-faire (expressão francesa que simboliza o liberalismo econômico, na versão mais pura do capitalismo de que o mercado deve funcionar livremente, sem interferências, taxas ou subsídios, somente com regulamentos suficientes apenas para proteger os direitos de propriedade) multiplicou os índices populacionais e somente o livre mercado pode trazer mordomia e satisfação das necessidades básicas do indivíduo, podendo aumentar o seu padrão de vida.

No mercado de uma sociedade puramente capitalista, o homem comum é o consumidor soberano, onde somente ele pode determinar, através da procura, o que deve ser produzido, sua quantidade e qualidade, fazendo com que o sistema de lucro torne prósperos aqueles que forem bem-sucedidos. Contudo, quanto mais o ser humano se torna ávido em consumir, mais impulso ele tem para o seu aperfeiçoamento econômico.

Mises frisa que “(…)todo adulto é livre para moldar sua vida de acordo com os próprios planos, não é forçado a viver de acordo com o projeto de uma autoridade planejadora que impõe seu único esquema por intermédio da polícia, isto é, aparato social de compulsão e coação (…)”.

Portanto, no capitalismo destaca-se aquele que melhor atua no mercado e não aquele com “verdadeiros méritos, valor próprio e dignidade moral”.

Na página 32, o autor destaca que numa sociedade baseada em castas e status, o individuo não tem culpa de não ter prosperidade, já que é algo imposto a ele e, portanto, fora do seu controle. Mas em uma sociedade capitalista, aquele que não tem sucesso é incompetente e inapto perante seus semelhantes, o que leva muitos a infelicidade e a insatisfação, pois a confiança em si mesmo e o costume de superestimar os próprios méritos são diretamente atacados e questionados, despertando o sentimento de humilhação.

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Quanto a tendência anticapitalista dos intelectuais se dá a inveja de não fazerem parte da elite propriamente dita como almoços com empresários ou festas com políticos e líderes comunitários. O ressentimento pela segregação que estes pensam que sofrem por parte da elite empresarial/política o estimulam a animosidades e favoráveis às políticas anticapitalistas.

Para explicar a revolta dos intelectuais, na página 39, o autor destaca que “(…) para compreender a aversão que o intelectual tem pelo capitalismo, convém lembrar que, em sua opinião, este Sistema é encarnado por certo número de companheiros cujo êxito ele inveja e a quem responsabiliza pela frustração de próprias vastas ambições. Sua veemente aversão ao capitalismo não passa de simples subterfúgio do ódio que sente pelo sucesso de alguns “colegas” (…)”

Como o mercado oferece ao homem comum a oportunidade de poupar, acumular capital e colher os frutos de seus méritos, aqueles que não possuem capacidade para tais feitos tendem a se afeiçoar pelo socialismo de Karl Marx, pois as ideias revolucionárias encontraram respaldo junto à grande maioria de pessoas ignorantes levadas exclusivamente pelos sentimentos de ódio e inveja.

Ressalto a análise da página 67, onde explica que: “A geração presente está sendo educada num ambiente preso às ideias socialistas. A influência da ideologia pró-socialista contribui para o modo como a opinião pública, quase sem exceção, explica as razões que induzem as pessoas a filiar-se a partidos socialistas ou comunistas. Ao lidar com a política interna, supõe-se que “natural e necessariamente” os que não são ricos são favoráveis aos programas radicais – planejamento, socialismo, comunismo -, ao passo que apenas os ricos têm motivos para votar pela preservação da economia de mercado”.

A atual geração recusa-se a estudar economia e desprezam tudo o que contradiz o socialismo, sem se dar conta que, para que somente o capitalismo pode proporcionar-lhes condições melhores de vida.

A mentalidade anticapitalista, que nos prova que o Estado é o verdadeiro mal que nos assola, é uma enciclopédia para o combate do socialismo e intervencionismo em defesa das liberdades individuais.

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