Foi determinado nesta quarta-feira (12) pelo juiz Renato Borelli, da 9ª Vara Federal de Brasília, o bloqueio de bens de condenados na Operação Lava Jato.

O ex-assessor de Dilma Rousseff, Anderson Dornelles, é um dos envolvidos.

Sendo assim, o magistrado aceitou recurso da União contra decisão anterior que havia derrubado o bloqueio no âmbito de uma ação de improbidade administrativa.

Conforme sua decisão, o juiz decretou o bloqueio de até R$ 2,2 milhões de Anderson Dornelles. Entretanto mais dois tiveram os bens bloqueados, sendo eles Fábio Veras de Souza e Douglas Franzoni Rodrigues.

Conforme o documento, os réus tiveram vantagens indevidas da Odebrecht, entre os anos de 2009 à 2014, neste período Dilma transitou entre Casa Civil e Presidência da República.

“Os documentos apresentados pela União fornecem fortes indícios de que o 1º réu, Anderson Braga, na condição de ex-assessor da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e posteriormente assessorando-a na Presidência. Ele teria recebido pagamentos mensais realizados pela Odebrecht”, destacou o juiz.

O juiz também afirmou que Dornelles beneficiou outras pessoas com empregos bem como outros tipos de “vantagens em troca de informações privilegiadas, obtidas no exercício do cargo e acesso à agenda da ex-presidente”. 

“Foram colacionados [analisados] também documentos que demonstram a participação dos outros réus no recebimento da propina destinada a Anderson Braga, atuando na forma de intermediários”, escreveu o juiz em seu despacho.

Newsletter Subscribe

Get the Latest Posts & Articles in Your Email

We Promise Not to Send Spam:)