Deputado Estadual Janaína Paschoal (PSL) quer salvar vidas. As feministas não querem deixar.

Não é segredo para ninguém que a esquerda nutre certo desprezo por fetos e recém-nascidos, mas impedir a mulher de escolher o próprio parto, superou os limites daquelas que dizem lutar em prol da mulher.



Esse artigo tem caráter informativo, mas como mãe de um casal, me dou o direito de fazer um artigo opinativo. Tive o privilégio de optar pela cesariana eletiva e sair do hospital com meus filhos saudáveis nos meus braços. Uma em 2008, outro em 2015, em hospitais particulares diferentes. Como mãe e mulher, que teve o direito a escolha sem qualquer interferência médica, estatal e ideológica, defendo que todas, seja no particular, seja no público, tenham o mesmo direito que tive e a realização de sair com meus filhos nos braços, no mesmo dia da minha alta. Segura, cuidada e feliz.

CLIQUE AQUI E LEIA O PROJETO DE LEI DA DEPUTADA JANAÍNA PASCHOAL NA ÍNTEGRA.

A Deputada Estadual Janaína Paschoal (PSL) propôs o PL 435/2019, onde garante o direito a gestante de escolher seu parto, na rede pública, em consonância com a equipe médica para salvaguardar a sua vida e a vida do seu bebê. Essa é uma prática conhecida nos hospitais particulares, garantindo a segurança física e emocional da parturiente.

Os elevados números de mortalidade materna, fetal e neonatal, externa a importância do debate. Obrigar a mulher a ter parto vaginal por mero capricho daquelas que se dizem lutar contra a violência obstétrica, mostra que o Brasil está na contramão no quesito saúde da parturiente.

Os casos de violência obstétrica são alarmantes. Desde mulheres que dão à luz em portas e banheiros de hospitais à agressão da equipe médica. Os traumas que as mulheres da rede pública estão expostas são inquietantes.

Um País que cria a lei do feminicídio e luta para descriminalizar o aborto, obrigar a mulher a ter como única opção o parto vaginal é no mínimo intrigante.

Valendo-me do argumento “a mulher é dona do seu corpo”; “meu corpo, minhas regras” como bases argumentativas para descriminalizar o aborto, uso-os para lutar pelo direito de escolha da parturiente: “Meu corpo, meu filho, minhas regras”. As intenções de expor uma mulher gestante aos riscos do parto, dito como normal, são no mínimo obscuras.

Qual a vantagem da parturiente saber que seu bebê está morrendo dentro de seu útero porque médicos da rede pública são punidos se recorrem ao parto cesariano?

Qual a certeza de uma recuperação saudável se em muitos dos partos naturais a mulher, além de ter seu corpo dilacerado, poderá morrer pela perda de sangue?

É aterrador o que as parturientes são obrigadas a passar única e exclusivamente porque um grupo de mulheres que se dizem minorias, as colocam como seres incapazes de decidir por si e decidem por elas. Gerações inteiras estão sendo dizimadas. Mães e bebês. Em alguns casos, bebês órfãos. Outros, mães que enterram seus recém-nascidos. E não raro, o nascimento do bebê e de uma mãe são celebrados em um velório. Ambos morrem. Qual o limite da interferência de uma ideologia na vida do ser humano?

Janaína Paschoal, visa com este projeto, única e exclusivamente, salvar a vida da gestante e do bebê da camada mais desfavorecida da sociedade. Preservar a vida e a dignidade humana.

É inadmissível permitir que convicções ideológicas e entusiastas interfiram em um assunto de saúde pública. Entusiastas de partos natural/normal aduzem querer o bem de todas as mulheres. Mentira! Se assim os fizessem, dariam a chance da mulher pobre sair saudável do hospital, com seu bebê igualmente saudável nos braços, como as parturientes de hospitais particulares. Uma ideologia jamais deveria interferir nos direitos fundamentais de um ser humano.

Rege a pergunta:

Por que morrem mais mulheres e bebês na rede pública (onde reina o parto natural) do que na rede particular (onde mulheres optam pelo parto que desejam)?

O que dizem os especialistas:

A Dra Augusta Maria de A. Moreira, especialista em ginecologia e obstetrícia, fez uma carta aberta em apoio ao projeto de autoria da deputada Janaína Paschoal, onde ressalta que:

“Conselho Federal de Medicina (CFM) na Resolução 2144/2016, considera que é ético o médico atender à vontade da gestante de realizar parto cesariana, garantida a autonomia do profissional, da paciente e a segurança do binômio materno fetal, definindo critérios para cesariana a pedido da paciente no Brasil e estabelece que, nas situações de risco habitual e para garantir a segurança do feto, somente poderá ser realizada a partir da 39ª semana de gestação. Apesar desta Resolução, as orientações do Ministério da Saúde e recomendações da Organização Mundial da Saúde para a redução das taxas de cesariana no Brasil, dão conta de uma propaganda massiva sobre as vantagens do parto vaginal e riscos da cesariana para a mulher e seu bebê, desconsiderando a sua autonomia de escolha pela via abdominal, mesmo quando bem informada, em especial no setor público. Mesmo que expresse o seu desejo, não poderá ser atendida, por força daquilo que é considerado normal. Muitas acabam por ter o seu desejo pela cesariana guardado para si, ficam “sem voz”. O que é ainda mais dicotômico, pois quase sempre, o ator que fará o seu parto, não foi o mesmo que participou da sua assistência pré-natal e, com quem, construiu uma relação de confiança. Quase sempre, a parturiente só conhecerá o seu “parteiro” no dia do parto, o que pode levar a uma fragmentação no cuidado e sem terem garantias sobre o alivio das suas dores. Em situações em que o desfecho no parto normal foi desfavorável para a mãe ou para o bebê, não é incomum ouvir de pacientes e seus familiares a frase: “Deveria ter falado que queria uma cesariana”.

Clique aqui e baixe a carta aberta na íntegra.

O Dr José Jacyr Leal Jr, ginecologista obstetra, em seu texto, aponta que:

“Se existem complicações? Sim! Um hospital mal equipado, material mal esterilizado, médico não preparado… e o acaso. Eu posso fazer um pequeno procedimento, digamos, apenas ‘retirar uma unha encravada’. Esta infectar, trombosar, embolizar… e eu morrer (por quase nada). A cesárea passou a ser considerada há muito uma pequena cirurgia e de baixo risco”. Saliente: “A episiotomia, o corte feito no momento do parto lesa: Pele; Mucosa vaginal; Musculatura do chamado assoalho pélvico – que dá sustentação a todo sistema reprodutor e urinário final… Um corte muitas vezes maior que o da cesárea, além de lesar mais tecidos”.

Clique aqui e leia, na íntegra, a opinião do médico

A obstetra Ana Cristina Russo, em seu Instagram, declara:

“Como obstetra em maternidades do SUS desde 1997, apoio o PL 435/19 da deputada Janaína Paschoal, que ao garantir à gestante a possibilidade de escolher a via de parto e anestesia para parto vaginal, visa diminuir a desigualdade no acesso aos recursos . A decisão da via do parto é multifatorial e não é simples. Envolve a indicação médica para cada caso, a estrutura necessária para a segurança de cada via e a autonomia da mulher, está baseada em informação, na cultura em que vive e nas suas experiências. Entre esses muitos fatores que levam às escolhas, o medo da dor no parto é um dos principais. Mesmo fazendo parte do processo natural, a dor intensa, prolongada e de difícil controle, leva a maioria das gestantes, mesmo com suporte emocional e acesso a métodos não farmacológicos, a pedir anestesia, e algumas a optar pela cesariana. Na realidade das maternidades públicas, pela falta de estrutura e profissionais, a gestante geralmente não tem acesso a nenhum desses recursos. O projeto de lei não é uma apologia à cesariana, pelo contrário, ao oferecer a anestesia às gestantes, a cesariana deixa de ser a opção para alívio da dor”.

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Como obstetra em maternidades do SUS desde 1997, apoio o PL 435/19 da deputada Janaína Paschoal , que ao garantir à gestante a possibilidade de escolher a via de parto e anestesia para parto vaginal, visa diminuir a desigualdade no acesso aos recursos . A decisão da via do parto é multifatorial e não é simples. Envolve a indicação médica para cada caso, a estrutura necessária para a segurança de cada via e a autonomia da mulher , esta baseada em informação , na cultura em que vive e nas suas experiências. Entre esses muitos fatores que levam às escolhas, o medo da dor no parto é um dos principais. Mesmo fazendo parte do processo natural, a dor intensa, prolongada e de difícil controle, leva a maioria das gestantes , mesmo com suporte emocional e acesso a métodos não farmacológicos, a pedir anestesia, e algumas a optar pela cesariana. Na realidade das maternidades públicas, pela falta de estrutura e profissionais, a gestante geralmente não tem acesso a nenhum desses recursos. O projeto de lei não é uma apologia à cesariana, pelo contrário, ao oferecer a anestesia às gestantes , a cesariana deixa de ser a opção para alívio da dor.

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O Dr José Fernando de Souza Salles, ginecologista obstetra, declara que, desde que bem orientadas e esclarecidas, a partir da 39ª semana, em consonância com a equipe médica, a mulher tem o direito de optar pelo tipo de parto e destaca:

“Hoje nos temos em bioética, o aumento, crescimento, da autonomia dos pacientes. Os pacientes podem participar cada vez mais do tratamento. Há décadas atrás o médico atuava, meio como um semideus, sempre ditando o tipo de tratamento e o paciente praticamente não participava. Hoje, cada vez, os pacientes opinam, se informam dos riscos e ajudam na decisão, muitas vezes escolhendo o tipo de tratamento eles querem”. E complementa: “Nós temos as últimas evidências, que vem saindo cientificas, mostrando que cada vez os partos cesariana acima da 39ª semana, eletivos – quer dizer, não feitos na urgência, para resgatar um parto normal não esta dando certo -, quando você pega um parto cesariana que é realmente eletivo, sem indicação médica, os riscos são bastante baixos. Isso ocorreu com a evolução técnica cirúrgica, da técnica anestésica e essa possibilidade da escolha do paciente eu acho muito importante”.

Dr José Fernando de Souza Salles, ginecologista obstetra.

Já a Dra. Margareth Portella, pediatra, neonatologista, especialista em UTI neonatal, é totalmente favorável ao PL da deputada pois esclarece que a quantidade de internação de bebês em UTIs neonatais, resultantes de partos que não evoluem como deveriam é aterrador. Por mais que os partos naturais sejam de escolha preferencial, nem sempre é o melhor. 95 a 99% das crianças que estão em UTIs são provenientes de partos naturais, opção esta que fora imposto a mãe, causando sequelas evidentes para o resto da vida da criança. Um exemplo é a paralisia cerebral, distúrbios de aprendizagem, distúrbios neurológicos etc. O direito de escolha não passa pelo SUS. Terceiros escolhem pela gestante, muitas vezes causando danos irreparáveis.

Dra. Margareth Portella, pediatra, neonatologista, especialista em UTI neonatal.

Ouça as opiniões de verdadeiros especialistas que estão preocupados com a saúde e bem estar da mulher:

Mesmo com opiniões médicas favoráveis ao projeto, que dá o direito da mulher ter o seu bebê de forma humana, segura e digna, há quem se coloca contra, seja por uma ideologia arcaica e retrograda, seja por interesses financeiros de pessoas (doulas) que não tem possuem qualquer qualificação médica e se dispõem a realizar partos domiciliares sem qualquer aparato hospitalar para garantir a segurança física da mãe e do bebê.

Antes de se colocar contra um projeto que visa especificamente o direito da mulher de escolher o que é melhor para si e seu bebê, saia do hospital particular e visite um hospital público.



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