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Ex-espião russo atacado com substância química na Inglaterra deixa o hospital

O ex-coronel do serviço secreto russo Serguei Skripal, que, no dia 4 de março, sofreu na Inglaterra um ataque com uma substância química atribuído a Moscou pelo governo britânico, recebeu alta nesta sexta-feira (18) – anunciou o hospital.

“É uma notícia fantástica que Serguei Skripal esteja bem o suficiente para deixar o Hospital do Distrito de Salisbury”, afirmou em um comunicado Cara Charles-Barks, diretora do centro médico da cidade do sul da Inglaterra, onde aconteceu o ataque, que também feriu a filha do ex-agente, Yulia Skripal, e um policial.

Yulia Skripal recebeu alta no dia 11 de abril, enquanto o policial Nick Bailey, o primeiro a socorrer pai e filha e que também foi afetado pelo agente neurotóxico, deixou o hospital em 22 de março.

Com a saída de Serguei Skripal, “os três (pacientes) já receberam alta”, afirma o comunicado do centro médico.

O hospital explicou o tratamento recebido pelos Skripal, que estavam à beira da morte quando foram encontrados inconscientes em um banco na rua de Salisbury.

Para a equipe médica, tratar as três vítimas representou “um enorme desafio sem precedentes”, segundo declarou no comunicado do NHS England a chefe dos enfermeiros Lorna Wilkinson.

“Tratar pessoas que estavam tão mal, depois que foram envenenadas com um agente nervoso, exige estabilizá-las, mantê-las com vida até que seus corpos possam produzir mais enzimas até substituir as que foram envenenadas”.

Os pacientes, funcionários e moradores de Salisbury “atravessara momentos difíceis com este incidente”, ressaltou Charles-Barks.

Serguei Skripal havia sido acusado de “alta traição” por ter vendido informações ao serviço secreto britânico, e condenado em 2006 a 13 anos de prisão. Em 2010, beneficiou de uma troca de prisioneiros entre Moscou, Londres e Washington, e se instalou na Inglaterra.

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), que enviou especialistas a Salisbury, anunciou em abril que as análises de laboratório confirmavam “as descobertas do Reino Unido sobre a identidade do agente químico tóxico utilizado” no atentado, sem especular sobre quem executou o ataque e sem identificar a substância por seu nome.

O governo britânico afirma que a substância era da família Novichok, agentes químicos que eram produzidos em laboratórios militares russos. Londres acusou diretamente o governo de Vladimir Putin de estar por trás do atentado, o que o Kremlin negou.

A crise provocou a expulsão de vários diplomatas russos da Europa e dos Estados Unidos, o que Moscou respondeu com medidas similares.

Quando deixou o hospital, Yulia Skripal recusou a assistência consular russa, segundo a polícia britânica.

De acordo com a imprensa britânica, ela foi levada para um lugar seguro pelas autoridades britânicas. Isso provocou a ira da embaixada russa, que estimou no Twitter que era “mantida como refém”.

“No interesse da segurança de Serguei e Yulia, não falaremos sobre quaisquer dispositivos de proteção ou segurança”, indicou a Scotland Yard em um comunicado divulgado nesta sexta-feira.

A polícia também aponta que “trata-se de uma investigação complexa e os detetives continuam reunindo todas as evidências para estabelecer os fatos e as circunstâncias deste horrível ataque”.

[afp]
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Renato Barros

Me chamo Renato Barros, sou o criador do canal Questione-se no YouTube. Descobri uma grande paixão após os 25 anos de idade, essa paixão eu coloco dentro de apenas uma palavra, informar. Quero sempre trazer a verdade, principalmente a verdade suprimida, aquela que ninguém quer que você saiba. O site questione-se.com é a extensão do canal Questione-se, obrigado por fazer parte.

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